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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Cruzeiros marítimos: o vaivém da felicidade

(CLIA ABREMAR Brasil, 16/02/2016; fotos: 2o Cruzeiro Senior no navio Costa Pacifica, Daniel R.Carneiro)


Num constante vaivém, brasileiros embarcam para outros países e estrangeiros desembarcam no Brasil. O movimento de turistas de todo o mundo cresce a cada ano, provando a importância dos Cruzeiros Marítimos para a economia global e, em especial, para este País.

Os navios levaram 138.547 brasileiros para fora do País em 2014, gerando uma receita de R$ 256,4 milhões; e trouxeram 113.341 turistas na temporada encerrada também em 2014; eles vieram conhecer o Brasil, consumir nossa cultura, gastronomia e artesanato, e conhecer nossas incríveis belezas naturais, além de encontrar um povo sempre amável com seus visitantes.

O brasileiro foi eleito o povo mais simpático do mundo em uma pesquisa da CNN, rede de tevê americana, desbancando outras doze nacionalidades. O carisma, o jeito despojado de ser, a cultura e o estilo de vida chamam a atenção de estrangeiros em visita ao Brasil, segundo uma pesquisa feita pela Embratur.

Os portugueses concordam com isso: a Secretaria de Turismo de Lisboa anunciou recentemente que os turistas do Brasil passaram a ser considerados estratégicos, com uma presença cada vez maior em seu país. E tudo contribui para realçar nosso prestígio em mares e terras estrangeiras. A verdade é que somos queridos e bem-vindos.

Por isso a afluência de brasileiros em longos cruzeiros internacionais não para de aumentar. O Caribe e o Mediterrâneo são os destinos preferidos, com atrativos culturais e naturais de encher os olhos, e concentram esforços para atrair um número cada vez maior desses turistas sempre divertidos.
As praias do Golfo do México, Bahamas, Jamaica, St. Maarten e Aruba, sempre apinhadas de turistas norte-americanos e europeus, também querem ficar repletas da alegria dos brasileiros. O mesmo ocorre no Mediterrâneo, que encanta a todos com suas cidades debruçadas em paredões rochosos e cultura de antigas civilizações. A facilidade em seguir por Espanha, França, Mônaco, Itália, Marrocos, Grécia e suas ilhas, Turquia, Chipre, Croácia e outros destinos, e por preços convidativos, é um atrativo à parte.

O momento é favorável. Agora que a temporada brasileira 2015/2016 se aproxima do fim, oferecer um cruzeiro no Exterior é ótima pedida. Durante todo o período entre março e setembro, mais do que receber a primavera e o verão, o Hemisfério Norte abre suas portas para um número crescente de brasileiros a bordo dos navios.

A preferência pelos cruzeiros marítimos não é um mero acaso. Os cruzeiristas relatam experiências inesquecíveis a bordo e ressaltam a organização, a gentileza das tripulações, a culinária internacional e a imensa variedade de atividades.

Animação garantida a bordo para jovens de todas as idades

Brasileiros que vão, estrangeiros que vêm. Eram poucos os estrangeiros que aportavam aqui no início dessa atividade no Brasil: apenas 14.682 na temporada 2004/2005. Então houve um aumento considerável, até chegar a 113.341 na temporada 2013/2014. Na última, que se encerrou em 2015, o número baixou para 80.223 – ou 15% dos turistas transportados, em virtude da redução do número de navios.

Fato é que os estrangeiros se encantam com este País logo à primeira vista, com a exuberância de nosso litoral. O Brasil tem lugares fascinantes para os quais poderiam ser criados roteiros especiais, como na Europa e no Caribe, e que seriam mais uma alternativa de férias em alto mar. De sua parte, os brasileiros poderiam conhecer muito mais seu País, de ponta a ponta, a bordo dos mais modernos navios.

Para chegar a este estágio o Brasil precisa de melhores portos, de terminais turísticos bem aparelhados, com instalações dignas para embarque e desembarque dos turistas, e de receptivo sempre em evolução. O problema dos custos muito acima da média mundial, impostos altíssimos, regulação protecionista e falta de infraestrutura afetam a vinda de mais navios, além de afugentarem os que aqui navegam. O País tem de se preparar para receber mais navios e para cuidar melhor do seu turismo e, principalmente, do turista.

Só dessa maneira participará mais ativamente do crescimento dessa indústria no mundo. Segundo a CLIA (Cruise Lines International Association), os cruzeiros cresceram 6,9% em 2015 em relação ao ano anterior, com uma receita estimada de US$ 39,6 bilhões, impulsionado por fatores como aumento da quantidade de cruzeiros, maior capacidade dos navios e preços mais elevados. E o total de cruzeiristas previsto para este ano é de 24 milhões em todo o planeta.

São números espetaculares. Os agentes de viagem do Brasil devem se envolver nessa viagem pelo Brasil e pelo mundo. E embarcar seus passageiros em direção ao conforto e à brisa do mar.

Marco Ferraz é presidente da CLIA ABREMAR Brasil – Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos.

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